Foto: Tânia Rego (Agência Brasil)

Com início marcado para o sábado (24), o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, terá sua pista principal fechada até o dia 21 de setembro para que seja aplicada uma camada porosa de asfalto, que facilitará o escoamento da água, aumentando também o atrito com os pneus dos trens de pouso – e, consequentemente, tornando a pista mais segura.

A intervenção é necessária para possibilitar a operação de aeronaves como o Airbus A318, o Boeing 737-700 e o Embraer E-190 nesta que é – ao lado de Congonhas – uma das pistas mais curtas do país, com 1.323 metros de comprimento. O aeródromo vai operar somente com sua pista auxiliar para pousos e decolagens, o que vai impactar boa parte dos mais de 25 mil passageiros por dia que terão seus voos deslocados para o Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Passageiro terá transporte entre os aeroportos

As empresas Gol e Latam anunciaram que, durante as obras, não vão operar na pista auxiliar do Santos Dumont, optando por programar  a ponte aérea somente no Aeroporto Internacional. No entanto, as duas empresas vão oferecer transporte terrestre entre os dois aeroportos. A Azul será a única a manter pousos e decolagens no terminal doméstico bem como as partidas e chegadas para Campos dos Goytacazes, Ribeirão Preto e São José dos Campos.

A transferência de voos deverá impactar o aeroporto na Ilha do Governador, uma vez que representa o aumento de 770 mil passageiros em pouco menos de um mês. Na tentativa de evitar impactos ao trânsito no entorno, a concessionária RIOGaleão liberou a circulação de carros particulares, de aplicativo ou táxis no Terminal 2 para deixar passageiros, enquanto que ônibus, micro-ônibus de turismo e vans terão acesso apenas ao Terminal 1.

No desembarque, no entanto, os carros particulares não serão autorizados a trafegar nas saídas, sendo obrigados a pararem no estacionamento de um dos terminais – ambos pagos. Os veículos de aplicativo, por sua vez, deverão parar no estacionamento do terminal 2. Somente táxis cadastrados poderão buscar passageiros na área reservada ao desembarque.

Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que “as empresas são obrigadas a informar sobre mudanças de voos com até 72 horas de antecedência e reembolsar o valor integral da passagem caso o passageiro desista da mudança”.

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