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Responsável pelas embalagens de diversos bens de consumo, o papelão ondulado torna-se importante indicador de crescimento ou de queda da Economia. Quando o segmento observa maior consumo deste item percebe um sinal: o consumidor está comprando mais. Com menos dinheiro no bolso, vende-se menos papelão. E, também, menos eletrodomésticos e bens de consumo, claro. É um indicativo importante, sempre observado por economistas mais atentos. Mas não é o único. O aumento nas vendas de bens duráveis – como bicicletas, por exemplo – também é para se notar. E elas também vêm embaladas em papelão.

Depois de quatro anos em queda, este veículo que combina transporte, lazer e esporte apresenta, em 2019, tendência de crescimento. Em 2018, os fabricantes brasileiros produziram 773.641 unidades. A projeção para o final de 2019 é de produção de 857.000 novas bikes – um crescimento real de 10,8%.

Os motivos são vários. Aumentou o número de marcas concorrentes e os preços estão mais competitivos. Outros fatores que justificam a procura são a criação de novas ciclovias e a expansão do crédito nas lojas. O  cenário é ideal para adquirir uma bike, ou magrela, ou camelo – dependendo do estado brasileiro em que se vive.

A inovação tecnológica também deve incrementar este mercado que pedala velozmente. Aplicativos de transporte vão adotar bicicletas elétricas para cobrir pequenas distâncias a preços menores que as corridas de carro. Como se vê, o ciclismo está na moda – ainda mais com emissão zero de poluentes – sua marca registrada.

Pouca gente sabe, mas a bicicleta é o veículo mais utilizado no mundo. O início desta história de sucesso foi marcado pelo fracasso. Considerado o inventor do “celerífero”, o alemão Karl von Drais criou, em 1817, uma engenhoca com duas rodas interligadas por uma viga de madeira. As mãos se apoiavam num sistema de direção – o guidão. A tração do veículo era produzida pelas pernas sobre pedais alinhados a uma corrente. O produto – exibido no ‘Jardin de Luxembourg’, conhecido ponto turístico de Paris – foi patenteado, mas não conquistou consumidores. E o inventor alemão acabou falido.

Hoje, com 19 mil unidades produzidas por dia, a indiana Hero Cycles é a maior fabricante de bicicletas do mundo. A produção atingiu a marca de 5,2 milhões de itens em 2018, superando a Giant, de Taiwan. Segundo o site Cycling Industry, a ex-líder chegou a produzir 6,6 milhões de unidades anuais. Mas “aliviou nas pedaladas” diante da inevitável ultrapassagem da concorrente.