Editorial do Jornal Terceira Via, 21/12/2012

Por Claudio Carneiro

Confiantes de que todos sobreviveremos até depois de meia-noite, já é hora de fazer planos, previsões e ajustes para 2013. Instituições como Banco Central, IBGE e FGV não usam búzios ou bolas de cristal mas já projetam cenários de inflação alta – pelo menos no primeiro trimestre.

Preocupada em baixar a conta de luz, a presidente Dilma Rousseff não se importa, no entanto, com os preços dos combustíveis tampouco com a perspectiva de 0,75% de inflação logo no primeiro mês do ano.

O país vive ainda um certo otimismo quanto ao futuro mas ninguém mantém um sorriso no rosto depois de cinco trimestres de retrações consecutivas do PIB. E não se engane, o país crescerá ainda menos no ano que se aproxima. Mas isso também não será o final dos tempos nem o início de um novo ciclo.

Inflação, crescimento e emprego são os ingredientes da difícil receita de equilíbrio da Economia de Dona Dilma e do italiano Guido Mantega. A presidente sabe que, mais uma vez, ficará acima do centro da meta de inflação de 4,5%. Mas seus economistas – e os outros – apostam suas fichas e suas cartas de tarô na estabilidade ou, no máximo, num saldo positivo do emprego.

E o desempenho da Economia brasileira em 2013 assim será, mesmo que mais fraco que o ano que insistiu em contrariar algumas previsões – inclusive a dos maias.

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