O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas reduziu-se em 1,5% entre junho e julho de 2010, ao passar de 115,3 para 113,6 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.

Esta foi a segunda redução consecutiva do ICI, sinalizando desaceleração do ritmo de atividade no setor industrial. Com o resultado de julho, o índice retorna ao nível de janeiro deste ano e fica próximo do patamar de julho de 2008, período anterior à crise financeira internacional.

Em julho de 2010, o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,2%, para 116,7 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2010 (113,4 pontos). A média do trimestre maio-julho de 2010 de 118,4 pontos é ainda elevada em termos históricos, sendo comparável à do período entre julho de 2007 e junho de 2008. O Índice de Expectativas (IE) reduziu-se em 0,8%, ao passar de 111,3 para 110,4 pontos, o menor desde outubro de 2009 (109,0 pontos). O índice agora encontra-se 6,7% abaixo do ponto máximo registrado este ano, de 118,3 pontos, em fevereiro.

Todos os quesitos integrantes do ISA apresentaram resultados menos favoráveis este mês, com destaque para o indicador de satisfação com o nível da demanda, que recuou 4,0% em relação ao mês anterior. A evolução decorreu da diminuição da parcela de empresas que consideram o nível de demanda atual como forte, de 28,5% para 25,8%; e do aumento da proporção das que o avaliam como fraco, de 7,6% para 9,7%.

O quesito que mede as expectativas em relação ao ambiente dos negócios nos seis meses seguintes foi o único com evolução favorável entre os que integram o IE: das 1.147 empresas consultadas, 54,7% esperam melhora da situação dos negócios no semestre julho-dezembro e 0,7%, piora, o menor percentual da série. Em junho, estes percentuais haviam sido de 54,8% e 2,0%, respectivamente.

O Nível de Utilização da capacidade instalada da indústria (NUCI) diminuiu de 85,5% para 85,1% entre junho e julho, retornando ao patamar de abril de 2010. A média do trimestre maio-julho de 2010, de 85,2%, é inferior à média dos doze meses anteriores à crise, de 85,8%, e superior à média histórica desde janeiro de 2003 (83,1%).