A revista Conjuntura Econômica da edição de agosto mostra o panorama do processo de liberalização das tarifas de importação no Brasil desde reformas tarifárias da década de 1990. O debate chega às negociações da Rodada de Doha, em 2001 — paralisada até o momento. A média da tarifa de importação de produtos industriais do Brasil é alta comparada com os outros países em desenvolvimento.

Desde os anos 1990, as tarifas máximas de importações no Brasil decaíram — de 100% para 40%, em 1994, e logo após para a faixa dos 20% após a pressão dos países membros do Mercosul para uma taxa externa comum de importação entre eles. Lia Valls Pereira, coordenadora do Centro de Estudos do Setor Externo do IBRE/FGV, analisa a abertura comercial do Brasil e dos demais países, e compara o nível de protecionismo entre eles. Será que o Brasil pode ser considerado uma economia fechada no ponto de vista do comércio de mercadorias?

Para Lia, a mera liberalização comercial não promove crescimento econômico. E destaca: um ambiente de elevada proteção inibe a competição e a busca por eficiência das empresas. Fato que deve ser observado já que o Brasil — levando-se em conta um conjunto de países em desenvolvimento —, está entre os que oferecem mais proteção a seus produtos.

Leia o artigo na íntegra na próxima edição de Conjuntura Econômica.