O 1º Tribunal do Júri, em São Paulo, condenou o economista Chateaubrian Bandeira Diniz Filho a 30 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-mulher, Mariana Marcondes. O crime que aconteceu em setembro de 2016, na presença dos filhos pequenos. O homem atacou a mulher com 19 facadas, matando-a no local. Em seguida, Diniz Filho foi para o Rio de Janeiro junto com os filhos de 6 e 9 anos. As crianças foram deixadas com os avós. Ele chegou a ser considerado foragido da Justiça e teve a prisão temporária decretada. Depois, entregou-se e a Justiça chegou a conceder a liberdade provisória. Agora, deverá recorrer da condenação enquanto permanece preso.

Na condenação, ficou entendido que o crime foi praticado com quatro qualificadoras: os jurados entenderam que foi por motivo torpe, usou meio cruel, impossibilitou a defesa da vítima e ainda ocorreu pela condição de mulher do assassino, o que caracteriza o feminicídio.

A juíza Marcela Raia Sant’Anna destacou que o acusado “evidencia sua periculosidade concreta e a necessidade da prisão para acautelar o meio social, garantindo-se a ordem pública”. No processo nº 0004580-58.2016.8.26.0052, a magistrada completa a sentença lembrando que o acusado já havia sido condenado por crime anterior contra a mesma vítima, evidenciando assim sua periculosidade concreta e a necessidade da prisão para acautelar o meio social, garantindo-se a ordem pública.