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Uma batalha na justiça pode terminar com uma parceria de mais de dez anos entre a Coca-Cola e a Heineken. E mais, fazer com que a gigante dos refrigerantes fabrique sua própria cerveja. Isso porque a Heineken tentou na justiça – e perdeu – que a Coca-Cola não mais distribuísse seu portfólio de cervejas.

Quando comprou a Brasil Kirin, em 2017, a Heineken tentou desprezar o acordo com o sistema Coca-Cola. A ideia era contar com a estrutura de distribuição herdada pelo grupo japonês – comprador da Schincariol. O Tribunal Arbitral do Rio de Janeiro acatou demanda da Coca-Cola. A sentença determina que a Heineken honre sua parceria com a distribuidora de suas cervejas até 2022. Entre as marcas da cervejeira estão a Amstel, Bavaria, Kaiser, Sol e Xingu.

A estratégia de distribuição é importante para qualquer fabricante destes segmentos e vital para a Coca-Cola. Isso porque é usual para distribuidores de refrigerantes oferecer opções de marcas de cerveja a bares e restaurantes. Ainda que a venda casada seja uma prática proibida no setor, a Coca-Cola temia uma queda nas vendas. A tendência é que a empresa busque nova parceria ou crie sua própria marca de cerveja até 2022.

Em nota, a Heineken divulgou que sua equipe jurídica analisa a decisão do processo de arbitragem.