Black Friday terá maior faturamento em dez anos


O varejo brasileiro deverá movimentar R$ 3,67 bilhões em vendas na Black Friday deste ano. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade aposta em faturamento recorde desde que a data foi criada há uma década. Telefones celulares, eletrodomésticos e móveis têm os maiores potenciais de descontos efetivos.

A CNC aponta que a Black Friday já é a quinta data mais importante para o setor varejista. O evento que ocorre na última sexta-feira de novembro é superado somente pelo Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. A previsão é de que as vendas terão um aumento de 10,5%. Descontada a inflação, o crescimento será de 6,8% em relação a 2018.

Economista da CNC, Fábio Bentes está otimista. “A inflação está baixa. Isso ajuda especialmente num evento que lida com preços, como a Black Friday”. Ele lembra ainda que o prazo do crédito está maior e “temos a liberação de recursos extraordinários do FGTS”. Para Bentes, essa combinação de fatores garante a Black Friday e o Natal com boa movimentação financeira.

Segundo o economista, alguns produtos largarão na frente com chances de maiores descontos. Ele aposta em calças masculinas, fornos de microondas, pulseiras smartbands, guarda-roupas e telefones celulares ou smartphones.

A Black Friday nos EUA e no Brasil

Com data estipulada nos Estados Unidos no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, a Black Friday surgiu, na Filadélfia, no início dos anos 90. Criticada por muitos pelo perfil consumista, a data foi bem aceita por lojistas e consumidores. A sexta-feira negra provoca uma verdadeira corrida às lojas e longas filas nos caixas.

O fato foi replicado no Brasil no comércio online a partir de 2010 e não parou mais de crescer. No entanto, práticas fraudulentas, como a maquiagem de preços e falsos descontos, prejudicaram o mercado varejista e assustaram o consumidor. Ajustes foram feitos e os preços passaram a ser monitorados pelo Procon, evitando abusos. Ainda assim, cerca de 40% dos consumidores ainda não confiam plenamente na data.

Coca-Cola pode criar marca de cerveja até 2022

Foto: hiveminer.com

Uma batalha na justiça pode terminar com uma parceria de mais de dez anos entre a Coca-Cola e a Heineken. E mais, fazer com que a gigante dos refrigerantes fabrique sua própria cerveja. Isso porque a Heineken tentou na justiça – e perdeu – que a Coca-Cola não mais distribuísse seu portfólio de cervejas.

Quando comprou a Brasil Kirin, em 2017, a Heineken tentou desprezar o acordo com o sistema Coca-Cola. A ideia era contar com a estrutura de distribuição herdada pelo grupo japonês – comprador da Schincariol. O Tribunal Arbitral do Rio de Janeiro acatou demanda da Coca-Cola. A sentença determina que a Heineken honre sua parceria com a distribuidora de suas cervejas até 2022. Entre as marcas da cervejeira estão a Amstel, Bavaria, Kaiser, Sol e Xingu.

A estratégia de distribuição é importante para qualquer fabricante destes segmentos e vital para a Coca-Cola. Isso porque é usual para distribuidores de refrigerantes oferecer opções de marcas de cerveja a bares e restaurantes. Ainda que a venda casada seja uma prática proibida no setor, a Coca-Cola temia uma queda nas vendas. A tendência é que a empresa busque nova parceria ou crie sua própria marca de cerveja até 2022.

Em nota, a Heineken divulgou que sua equipe jurídica analisa a decisão do processo de arbitragem.