Palmeiras e Flamengo lideram lista de maior receita das Américas


Estudo feito pela Pluri Consultoria aponta que dois clubes brasileiros lideram o ranking de maior receita do continente em 2018. Palmeiras e Flamengo estão na frente de uma lista de 60 agremiações. Em relação a 2017, quando o Flamengo liderava a lista, o Top 60 das Américas cresceu 16%.  Os 60 clubes somados atingiram a receita de US$ 3,6 bilhões em 2018. O Palmeiras, campeão brasileiro de 2018, assumiu o posto de clube de maior entrada de dinheiro em caixa nas Américas. Suas receitas totais foram de US$ 179 milhões, com crescimento de 13% em relação a 2017. Dado o desempenho rubro-negro em 2019, tudo indica que o campeão brasileiro e das Américas retomará o primeiro lugar.

Em 2018, os ganhos do alviverde foram 20% maiores que o do Flamengo, 2º colocado no ranking com US$ 149 milhões. Na terceira posição vem o mexicano Chivas Guadalajara com US$ 131 milhões. Em seguida, aparecem os brasileiros Corinthians e São Paulo, que faturaram US$ 130 milhões e 116 milhões, respectivamente. O melhor argentino da lista é o Boca Juniors, com US$ 115 milhões. Campeão da Libertadores de 2018 – e vice em 2019 – o River Plate somou US$ 110 milhões.

Atraso de 19 anos em relação à Europa

O relatório “Gigantes das Américas” foi elaborado pela empresa especializada em gestão de finanças e consultoria de marketing. A Pluri visa a profissionalização dos clubes e o desenvolvimento de negócios no segmento futebolístico. O estudo foi baseado na análise de mais de uma centena de balanços anuais – incluindo a compra e venda de atletas. Os valores foram convertidos das moedas originais de cada país para o dólar norte-americano.

O estudo revela ainda um atraso de 19 anos em relação ao continente europeu. Somente agora os clubes americanos atingiram o patamar financeiro obtido na Europa em 1999.

Com 19 clubes no ranking, o Brasil lidera a lista com receita de US$ 1,417 bi. Em segundo vem o México (com 13 agremiações e US$ 785 milhões), os EUA (16 clubes e US$ 657 mi) e a Argentina (oito agremiações e US$ 552 mi). Apesar da quarta colocação, os argentinos se destacam nesta lista. Três das cinco maiores evoluções de receita em 2018 vêm dos clubes Vélez Sarsfield (99%), Racing (89%) e Independiente (85%). E mais, abrigando seis clubes, Buenos Aires é a cidade com maior faturamento: US$ 505 milhões, deixando São Paulo em segundo – com três clubes – e US$ 425 milhões, e em terceiro, o Rio de Janeiro – com seus quatro clubes – e US$ 351 milhões.

Importante destacar que os clubes brasileiros foram em parte prejudicados pela valorização de 14,5% do dólar sobre o real entre os dois últimos anos pesquisados. Mais impactados ainda foram os argentinos, cuja moeda sofreu desvalorização de 23,2%.

Apesar da relevante concentração de capital, a diferença entre o faturamento do primeiro colocado e do 60º diminuiu de 2017 para 2018. O Flamengo, líder do ranking de 2017, apresentava faturamento 12 vezes maior que o 60º, o colombiano Júnior. Em 2018, a proporção caiu para oito vezes, diferença entre a receita do Palmeiras, líder do ranking, e a da Chapecoense, sexagésima da lista. Além de Palmeiras e Flamengo, integram o ranking de clubes brasileiros:

4º Corinthians US$ 130 milhões

5º São Paulo US$ 116 milhões

8º Grêmio US$ 110 milhões

9º Cruzeiro US$ 105 milhões

12º Fluminense US$ 81 milhões

14º Internacional US$ 80 milhões

17º Vasco US$ 71 milhões

18º Atlético MG US$ 71 milhões

23º Santos US$ 60 milhões

24º Athletico PR US$ 54 milhões

27º Botafogo US$ 50 milhões

43º Bahia US$ 37milhões

50º Sport US$ 28 milhões

51º Coritiba US$ 28 milhões

54º Vitória US$ 24 milhões

59º Goiás US$ 22 milhões

60º Chapecoense US$ 22 milhões

Black Friday terá maior faturamento em dez anos


O varejo brasileiro deverá movimentar R$ 3,67 bilhões em vendas na Black Friday deste ano. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade aposta em faturamento recorde desde que a data foi criada há uma década. Telefones celulares, eletrodomésticos e móveis têm os maiores potenciais de descontos efetivos.

A CNC aponta que a Black Friday já é a quinta data mais importante para o setor varejista. O evento que ocorre na última sexta-feira de novembro é superado somente pelo Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. A previsão é de que as vendas terão um aumento de 10,5%. Descontada a inflação, o crescimento será de 6,8% em relação a 2018.

Economista da CNC, Fábio Bentes está otimista. “A inflação está baixa. Isso ajuda especialmente num evento que lida com preços, como a Black Friday”. Ele lembra ainda que o prazo do crédito está maior e “temos a liberação de recursos extraordinários do FGTS”. Para Bentes, essa combinação de fatores garante a Black Friday e o Natal com boa movimentação financeira.

Segundo o economista, alguns produtos largarão na frente com chances de maiores descontos. Ele aposta em calças masculinas, fornos de microondas, pulseiras smartbands, guarda-roupas e telefones celulares ou smartphones.

A Black Friday nos EUA e no Brasil

Com data estipulada nos Estados Unidos no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, a Black Friday surgiu, na Filadélfia, no início dos anos 90. Criticada por muitos pelo perfil consumista, a data foi bem aceita por lojistas e consumidores. A sexta-feira negra provoca uma verdadeira corrida às lojas e longas filas nos caixas.

O fato foi replicado no Brasil no comércio online a partir de 2010 e não parou mais de crescer. No entanto, práticas fraudulentas, como a maquiagem de preços e falsos descontos, prejudicaram o mercado varejista e assustaram o consumidor. Ajustes foram feitos e os preços passaram a ser monitorados pelo Procon, evitando abusos. Ainda assim, cerca de 40% dos consumidores ainda não confiam plenamente na data.

Coca-Cola pode criar marca de cerveja até 2022

Foto: hiveminer.com

Uma batalha na justiça pode terminar com uma parceria de mais de dez anos entre a Coca-Cola e a Heineken. E mais, fazer com que a gigante dos refrigerantes fabrique sua própria cerveja. Isso porque a Heineken tentou na justiça – e perdeu – que a Coca-Cola não mais distribuísse seu portfólio de cervejas.

Quando comprou a Brasil Kirin, em 2017, a Heineken tentou desprezar o acordo com o sistema Coca-Cola. A ideia era contar com a estrutura de distribuição herdada pelo grupo japonês – comprador da Schincariol. O Tribunal Arbitral do Rio de Janeiro acatou demanda da Coca-Cola. A sentença determina que a Heineken honre sua parceria com a distribuidora de suas cervejas até 2022. Entre as marcas da cervejeira estão a Amstel, Bavaria, Kaiser, Sol e Xingu.

A estratégia de distribuição é importante para qualquer fabricante destes segmentos e vital para a Coca-Cola. Isso porque é usual para distribuidores de refrigerantes oferecer opções de marcas de cerveja a bares e restaurantes. Ainda que a venda casada seja uma prática proibida no setor, a Coca-Cola temia uma queda nas vendas. A tendência é que a empresa busque nova parceria ou crie sua própria marca de cerveja até 2022.

Em nota, a Heineken divulgou que sua equipe jurídica analisa a decisão do processo de arbitragem.