Onde desperdiçamos nosso rico dinheirinho

Editorial do Jornal Terceira Via

Pois é, leitor e leitora do jornal Terceira Via. Chega ao fim o mês mais curto do ano e começa um dos mais longos. E como dizia o professor Raymundo – personagem imortal de Chico Anysio – “e o salário, ó”.  As contas pra pagar não param de chegar na caixa de correspondência e os impostos idem.

Pensando no seu bolso, entramos em contato com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e perguntamos quais os gastos que mais afetam e pesam no orçamento. Para surpresa nossa, algumas despesas – entre as mais custosas – podem ser evitadas, como veremos em seguida. Outras, no entanto, não deixam escapatória.

Acredite, o brasileiro gasta, em média, 24,3% de seu orçamento com alimentação, sendo 15,07% comprando gêneros alimentícios e outros 9,32% com alimentação fora de casa. Ou seja, quase 10% do que ganhamos vão para bares e restaurantes. É nesse aspecto que podemos cortar – se não tudo – pelo menos um pouco. Principalmente se considerarmos que o mesmo prato, feito em casa, pode custar dez vezes menos que no restaurante.

Na pole position do ranking, consumindo 25% do que percebemos a cada mês, vêm as despesas com habitação. Exatos 4,29% do que o trabalhador ganha vão para o aluguel residencial. No mesmo segmento, vem ainda tarifa de eletricidade residencial (3,04%), condomínio (2,45%) etc. Importante ressaltar que o percentual é uma média: tem gente que não paga aluguel enquanto para outros, a locação representa percentual mais alto do que esse. Outra despesa que conta muito é o plano de saúde, que responde a 3,56% – sempre considerando que muitos não pagam ou, simplesmente, não têm este benefício.

O sonho do carro novo é outro peso no orçamento e pode comprometer – em média – 3,37% da renda, à vista, a prazo ou em consórcio. Já o ônibus nosso de cada dia não fica para trás e corresponde a 3,36% das despesas familiares. Esse empate técnico é esclarecedor: muito mais pessoas andam de ônibus do que compram carro zero.

No ranking do bolso vazio vêm ainda as despesas com o combustível (2,83%) e automóvel usado (1,52%). A despesa média com a empregada doméstica mensalista – mesmo considerando que nem todos a tem – toma 2,20%. Fazemos ainda malabarismo para pagar as tarifas de telefone móvel (1,69%), taxa de água e esgoto (1,66%).

Feitos estes esclarecimentos, fica a sugestão: este será um ano de redução de despesas. Que cada um corte onde menos doer.

Media training

A Clio acaba de fechar com a Print Rio um novo pacote de palestras de media training para o ano 2013. Claudio Carneiro vai integrar a equipe de Janice Caetano para o treinamento de executivos. O segmento de atuação dele será o rádio. Por motivos éticos, os clientes não são revelados. O mídia training prepara porta-vozes em sua relação com a imprensa.