O Brasil pode estar mudando de mãos

Editorial de 21/01/2013 do Jornal Terceira Via

Por Claudio Carneiro

Áreas estratégicas e mesmo virgens do país estão nas mãos do capital estrangeiro. Estudo com esse indicativo repousa na mesa da presidente Dilma. Empresários da Ásia, do Oriente Médio, e mesmo da Europa, são donos do equivalente a US$ 60 bilhões de terras. São áreas de nascentes de rios, ou de grande diversidade de ervas e plantas medicinais, de preferência. O motivo – qualquer brasileiro de inteligência mediana pode supor é – entre outras coisas – abastecer laboratórios e a indústria internacional.

O fato é que, há alguns anos, brasileiros não podem ingressar em determinados territórios – ou mesmo trafegar em estradas de terra – dos estados do norte brasileiro. São feudos internacionais onde o idioma português sequer é usado. A grande imprensa já sabe disso há muito tempo mas parece que este assunto não vende jornal.

A fiscalização – como já se pode imaginar – é incompetente ou corrupta, ou as duas coisas. Mas ainda assim, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já sabe que os chineses driblam nossa desconfiança por seus reais interesses territoriais contratando argentinos como “laranjas”.

Pelo que revela o Incra, 0,6% dos imóveis rurais cadastrados no país em 2007 já pertenciam a capitalistas internacionais. O fato é delicado, de segurança nacional e muito perigoso, uma vez que essa gente controla parlamentares e pistoleiros para resolver seus assuntos. O Brasil pode estar mudando de mãos. Quem tem que abrir o olho é o brasileiro.

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Caminho de Santo Amaro: a fé e a persistência do campista

Editorial do Jornal Terceira Via de 16/01/2013

Por Claudio Carneiro

Dizem que a fé remove montanhas. O Caminho de Santo Amaro comprova que essa máxima é verdadeira. Por mais de seis horas, o jornal Terceira Via acompanhou a caminhada de milhares de pessoas até a madrugada desta terça-feira (15 de janeiro). Repórteres e peregrinos de nossa equipe puderam ouvir diferentes histórias de gente que acredita e não desiste. Ao longo do caminho, centenas reclamavam de dor. Mas ninguém ficou no meio do caminho.

Exaustos, chorando ou com bolhas nos pés – ou tudo isso junto – os fiéis deram seu testemunho, com sangue, suor e lágrimas, de que este é o roteiro turístico religioso mais importante da região. Não faltaram, ao longo do caminho, exemplos de solidariedade e respeito ao próximo. Voluntários distribuíam água, refrigerante, frutos e biscoitos a uma população estimada – mas não confirmada – de 50 mil pessoas. É bem provável que o número esteja perto disso.

Mas ainda falta muito para que este seja um evento organizado e seguro para os fiéis. Carros, motos, ônibus e caminhões em alta velocidade expuseram os peregrinos a riscos à beira da rodovia. Louve-se a iniciativa municipal de colocar barracas com frutas e água no trajeto – mesmo que somente duas. Este é um evento que tem grande potencial turístico e como tal também deve ser encarado.

Instituído pelos padres beneditinos no começo do século 17, o Caminho de Santo Amaro permanece como uma marca da fé na região. É um desafio de quase 40 quilômetros. Uma estimulante e autêntica manifestação.

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