FGV: inflação na construção civil é de 2,03% em maio

Por Isto É Dinheiro online

A inflação na construção civil ganhou força em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), que mede a evolução de preços no setor, subiu 2,03% em maio, mais que o dobro do resultado de abril, quando avançou 0,75%. Até maio, o INCC-M acumula alta de 4,04% no ano e de 8,18% em 12 meses. O indicador representa 10% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). (…)

Leia a matéria na íntegra aqui.

Leia trechos de livros online

Na rede social O Livreiro,  você pode ler online trechos de mais de 10 mil livros, entre eles best sellers como “Comer Rezar Amar” e “Comprometida”, de Elizabeth Gilbert.

Acesse O Livreiro aqui.

FGV: Consumidor brasileiro tem menor confiança desde início de 2010

Por Exame.com

A confiança do consumidor brasileiro diminuiu em maio pelo terceiro mês seguido e atingiu o menor patamar desde janeiro de 2010, mostrou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) (…). O índice recuou 2,4 por cento sobre abril, para 115,4 pontos. “As avaliações sobre o momento atual e as expectativas para os meses seguintes pioraram”, apontou a FGV em nota. (…)

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Dia do Orgulho Nerd

O Livreiro montou uma estante virtual com livros em homenagem ao Dia do Orgulho Nerd, que inclui “A Guerra dos Tronos”, de George R. R. Martin, e “A Batalha do Apocalipse”, de Eduardo Spohr. Os primeiros capítulos destes dois livros estão disponíveis para leitura online gratuita.

Acesse: www.olivreiro.com.br

Redondo Design tem três projetos selecionados para o Promo Book da Index

A Redondo Design teve três trabalhos selecionados para integrar o Promo Book, da editora espanhola Index, uma das mais importantes publicações de design do mundo. Um dos trabalhos selecionados é o brinde feito para a empresa InoxTubos, produtora de aço inoxidável adquirida posteriormente pela ArcelorMittal. “A estratégia foi usar o próprio produto do cliente (tubos de aço) como matéria prima para a confecção da peça, que funciona como vaso de flores ou porta-lápis”, explica Jaqueline Fernandes, sócia e diretora da Redondo Design.

Redondo Design é um escritório especializado em design corporativo, liderado pelas sócias Cristiana de La Rocque Nogueira, Jaqueline Fernandes e Bárbara Pinheiro. Baseado no Rio de Janeiro, tem uma equipe de 15 profissionais e atende clientes de vários setores, como mineração (Vale), construção (Patrimóvel), direito (Escritório Gouveia e Vieira) e investimentos (Pollux Capital, SPX Capital, Lorinvest e Leblon Equities), entre outros. Em 2010, a Redondo Design ganhou o prêmio Ideia Brasil pelo projeto de sinalização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

FGV lança Boletim Macro Ibre

O Ibre/FGV promoverá lança nesta quinta-feira, 19/05, no Rio, o Boletim Macro Ibre,  que servirá como uma radiografia mensal da economia brasileira. Leia na coluna do Guilherme Barros, no iG.

Navio da Vale ganha outdoor em alto mar

Veja o projeto da Redondo Design na coluna do Guilherme Barros, no iG.

Jornal Nacional: Inflação atinge famílias com renda mensal até dois salários mínimos

Assista na reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, com comentário do economista André Braz, do Ibre/FGV.

Código Florestal

Está difícil plantar e colher um novo Código Florestal. Mais do que votar um Código Florestal, é preciso cumpri-lo e respeitá-lo. Leia na matéria de Claudio Carneiro, para Opinião e Notícia.

Tema dos mais polêmicos, a votação do Código Florestal na Câmara começa nesta terça-feira mas sua aprovação final –  especialistas acreditam – poderá sair somente em meados de junho. A bancada ruralista de um lado, os ambientalistas do outro, e o governo, na outra ponta do triângulo – e com ideias diferentes das do relator Aldo Rebelo -, ainda não chegaram a um acordo final sobre a recomposição das áreas desmatadas em pequenas propriedades.

No cronograma político, se aprovado na Câmara, o novo código vai ao Senado – no dia 17 de maio – onde atrairá os holofotes da mídia. Se na Câmara o relator mal consegue avançar com a matéria, imagine no Senado, onde sequer foi indicado quem a relate. A aprovação do código – que regerá a conduta de todas as propriedades rurais no país – passa pela discussão de temas como as áreas de preservação permanente (APPs) que abrangem os topos de morros, encostas e margens de rios.

Às margens dos riachos, a polêmica é sobre o trecho a ser preservado – entre 15 metros (o mais provável) e 30 metros. Mas à beira de rios com mais de 200 metros de largura, seriam proibidos o plantio e pastagens a 500 metros dos leitos – fato que inviabilizaria a presença dos pequenos proprietários. No Paraná, por exemplo, com seus rios caudalosos e largos – Iguaçu, Paraná, Paranapanema e Tibagi -, 80% dos donos das terras – cerca de 50 mil pequenos produtores – teriam de dar as costas às suas propriedades, desfazendo-se delas.

Ainda segundo o que se discute para o novo código, agricultores familiares e proprietários de áreas entre 20 e 400 hectares (consideradas pequenas) deverão manter um percentual de vegetação nativa que tinham em 2008. Quem vai calcular e confrontar isso ainda é um mistério.

Em plena campanha, ambientalistas e pró-ruralistas invadem o território livre da internet com spams. Os dois apelam para discursos vencidos e datados sobre a Amazônia. Os primeiros falam na sua devastação e os segundos, nos riscos de sua internacionalização – além do desabastecimento do mercado interno, o desemprego de trabalhadores rurais e o aumento dos preços dos alimentos, fatos que reduziriam a produção de alimentos.

Além da APP, outro tema em discussão são as reservas legais, que obrigam os proprietários a manter preservado um percentual entre 20% e 80% em suas terras. É justamente aí que reside outra polêmica: proprietários que, no passado, devastaram suas matas nativas seriam anistiados deste crime ambiental. É, como se diz no futebol, “beneficiar o infrator”. E quem “jogou” certo até agora, se “pisar na bola”, leva “cartão vermelho”. O fato é que os agricultores querem continuar produzindo nessas áreas restritas, aceitando pagar algum tipo de compensação ambiental ou mesmo consertar os estragos já produzidos.

Um código para ser respeitado

Pesquisador da Coppe/UFRJ e integrante do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Alberto Villela falou para Opinião e Notícia: “A sociedade brasileira finalmente percebeu que nosso território é finito e existe um forte embate entre ambientalistas e ruralistas (pequenos e grandes fazendeiros). Os primeiros querem manter o código florestal (de 1965) como está, alegando que ele protege o meio ambiente e nossas florestas contra a sanha devastadora do agronegócio. Os ruralistas alegam que, dependendo da configuração e tamanho do terreno, o agricultor pode não dispor de área alguma para plantio. Na prática, em geral, quanto menor o terreno, menor será o percentual da terra disponível para cultivo. Outro ponto importante a se observar: não existe qualquer nação do mundo que empregue o conceito de reserva florestal, só o Brasil!”.

Mais do que votar um Código Florestal, é preciso cumpri-lo e respeitá-lo. O primeiro data de 1934 mas nunca foi levado a sério. O maior desafio do novo código seria o de garantir mais proteção ambiental – preservando a biodiversidade e punindo os desmatadores – e garantir maior produção rural – permitindo avanços na agropecuária e no agronegócio.

Ambientalistas e agrônomos defendem a punição para quem desmatou ou incendiou florestas inteiras. Como diz o agrônomo Xico Graziano: “No Código Florestal existe um campo fértil de conciliação entre destruir ou preservar”. Ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo, ele traça uma diferença entre produção sustentável – com avanços tecnológicos – e o preservacionismo que propõe cessar o crescimento econômico, sufocando a produção e a renda rural. Ele lembra que a expansão da agricultura no país ocupou várzeas, escarpas de serra, morros de altitude, beiradas de rios que, segundo a compreensão ecológica atual, deveriam permanecer preservados. Assim ocorreu com a rizicultura (arroz) gaúcha e a pomicultura (maçãs) catarinense e a cultura de café em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Não há como retroceder.

“Fato inequívoco é que os pequenos produtores estão sendo proporcionalmente mais penalizados do que os grandes latifundiários e este é o principal motivador das alterações propostas pelo Aldo Rebelo – conforme palestra que assisti, e com argumentação perfeitamente lógica. Os ambientalistas têm suas razões, igualmente válidas, mas sua inflexibilidade em se moldar à nova realidade do país (estamos em 2011, não em 1965), dificulta uma discussão mais serena. No fundo, ambas as partes tem razões sólidas para defender seus pontos de vista: sem alteração do código florestal, milhares entram na ilegalidade, principalmente pequenos produtores. Se ele ficar muito frouxo, certamente haverá incentivo para mais desmatamentos, o que acarretará impactos ambientais, locais e regionais”, arremata Villela.

Pelo cronograma, depois de passar mais duas semanas no Senado, o novo código seria sancionado pela presidente Dilma Rousseff antes do dia 11 de junho – quando expira decreto do ex-presidente Lula que suspende as multas para a grande maioria dos produtores rurais, hoje na ilegalidade. Quase na prorrogação dessa disputa – durante o fechamento desse texto – o Ministério do Meio Ambiente enviou mensagem ao deputado Aldo Rebelo sinalizando que pode ceder nos pontos que separam a proposta do governo do texto do relator. Sabe-se que Dilma Rousseff não quer esta bomba no colo e terá de assinar o texto que lhe for apresentando, pois não tem como vetá-lo. O motivo: O Governo não tem domínio sobre a base aliada nesse assunto.

Planejamento familiar

Por Claudio Carmeiro, para Opinião e Notícia

As câmeras de um circuito de segurança flagram uma mulher abandonando um bebê em alguma lixeira da cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Pune-se o ato: algemas, prisão, condenação. O crime de abandono de incapaz está previsto no artigo 133 do código penal brasileiro. Dependendo das consequências, a pena pode ser de seis meses a 12 anos de prisão.

O que as câmeras não mostram, no entanto, deflagra uma discussão que muitos setores do país – partidos políticos, igreja, imprensa e autoridades – tentam evitar a qualquer custo. Pobreza, miséria, gravidez na adolescência e falta de planejamento familiar estão entre as principais causas do abandono das crianças e adolescentes no Brasil. São assuntos tão desconfortáveis quanto um elefante na sala. Um paquiderme gigantesco que fingimos não enxergar.

O discurso contra o planejamento familiar no Brasil aparece – proposital e erroneamente – agregado à ideia de aperfeiçoamento e melhoria étnica. Integrante do Núcleo de Saúde e Sexualidade de Brasília e coordenadora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade de Brasília, a médica Ana Maria Costa lembra que tramitam no Congresso projetos de lei que buscam ampliar e avançar nas políticas. “Embora avançadas em seus princípios, conteúdos e diretrizes, as políticas públicas propostas pelo Executivo patinam no processo de sua implementação”, afirma. Segundo ela, o Estado tem sistematicamente recuado de suas obrigações — definidas pela Constituição — como provedor de assistência à saúde dos brasileiros, universal e equânime.

A pedagoga Rosely Poletto lembra em artigo que “a História conta de forma bondosa e humana o episódio em que Moisés foi abandonado num cesto ao longo do rio Nilo e criado por uma princesa com valores nobres. Daí por diante os recém-nascidos abandonados não têm tido a mesma sorte”. A partir do século XVII, o terrível hábito de abandonar recém-nascidos em ruas desertas, em matagais ou à beira das marés cresceu tanto que as igrejas decidiram criar as ”rodas do abandono” ou ”rodas dos expostos”, prática – iniciada na Itália – que amenizaria o problema social. No Brasil, as primeiras “rodas” das Santas Casas de Misericórdia, em Salvador – em 1726 – e no Rio de Janeiro – em 1738 – salvaram, de fato, crianças da morte, mas provocaram o aumento do número de abandonos e a certeza da impunidade.

O médico Dráuzio Varella teme que o avanço neste tema passe pela classe política, que morre de medo de contrariar a igreja. “Agem como se o planejamento familiar fosse uma forma de eugenia para nos livrar dos indesejáveis, quando se trata de uma aspiração legítima de todo cidadão”, escreve. E mais: “O planejamento familiar no Brasil é inacessível aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média e os mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções e adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso de falha, ao abortamento”. Corajosamente, ele afirma que no Brasil o aborto só é proibido para a mulher que não tem dinheiro.

Varella publicou artigo sobre o planejamento familiar e destaca que este é um “privilégio exclusivo dos bem-aventurados”. No texto, ele lembra que, durante a ditadura militar no Brasil, por diferentes motivos, governo, igreja e “os comunistas” eram contrários ao planejamento familiar. Os primeiros – no sonho da integração nacional – precisavam ocupar os espaços vazios no centro-oeste e na Amazônia. Os segundos, por serem contra o uso de métodos contraceptivos. Enquanto os terceiros acreditavam, tolamente, que o crescimento populacional exporia os erros do capitalismo, abrindo caminho para um governo de esquerda.

A aritmética da visível realidade

Décadas antes, no Getulismo, iniciativas como a criação do salário-família e do auxílio-natalidade denotam uma tendência pró-natalista. Sereno, porém polêmico, Thomas Malthus preocupou-se com o poder do homem de procriar em progressão geométrica em relação à sua capacidade – em progressão aritmética – de produzir subsistência. Em fins do século XVIII e início do século XIX, o economista, e também religioso, era defensor do controle de natalidade. Ele chegou a sugerir aos governos a negar assistência social e a abstinência sexual como método anticoncepcional. Mesmo com mais de 1,3 bilhão de habitantes, parece que a China adotou parte da teoria do reverendo inglês impondo – em fins dos anos 70 – o nascimento de um filho por casal para conter o crescimento populacional. O consequente envelhecimento da população chinesa – aliado a um sempre negado genocídio de bebês do sexo feminino – leva agora à discussão para alterar o limite para dois filhos por casal.

Presidente do Fórum Permanente da Criança e do Adolescente, o desembargador Liborni Siqueira aponta que o país tem 25 milhões de miseráveis e milhares de crianças largadas em instituições como orfanatos e abrigos. “São filhos de mães doentes mentais, alcoólatras e toxicômanas. Além disso, o número de filhos de meninas com idades entre dez e 14 anos é preocupante”, revela.

Essas menores talvez contribuam para uma triste estatística: a taxa de mortalidade materna em decorrência da gravidez, do parto ou do pós-parto é de 150 a cada 100 mil nascidos vivos – número 25 vezes maior que o do Canadá, por exemplo. Números e preocupações que nos provocam grande incômodo e pouca coragem para mudá-los. O Brasil precisa abrir os olhos para o que finge ser invisív